terça-feira, 5 de novembro de 2013

Mandala

Ai, as mulheres! Como foi difícil aprender a me relacionar com elas - mesmo sendo uma. Talvez tenha sido difícil aceitar ser uma também. Mas aqui estou em um momento de muita entrega e integração do universo feminino. Feliz com o processo e com o espaço para onde ele me trouxe.
A core tem muito (ou tudo) a ver com isso. Observar, aceitar, entender, transformar. 
E no novo módulo que bate à porta, me preparo para me tornar veterana e receber no grupo de calouras três das mulheres que mais admiro e amo. Para mim é muito forte pensar nisso.
Hoje, eu acordei pensando nelas e em tudo que gostaria de dizer antes que comecem seus processos. Daí eu escrevi assim:

Amadas do core,

Acordei pensando em vocês e como a chegada de vocês na core movimenta o meu processo. Muito amor, muita entrega, muita força. Que lindo grupo vão formar, certeza!

Se é que tenho alguma autoridade - não, eu não tenho, mas tenho alguma experiência e muita vontade de compartilhar -, queria deixar algumas sugestões nesta véspera do início da viagem sem volta:
- Levem um caderno e/ou um bloco de notas e/ou um laptop... Conheço um pouco da rigidez de vocês e posso garantir que há coisas ditas e vividas em sala que não estão em nenhum livro. Vale anotar, desenhar, rabiscar; vale guardar.
- Levem biquíni! São necessário em sala e ainda mais na hora do almoço. Tem cachu na Unipaz!!!!
- Levem algum dinheiro. Além do almoço (e do café e do jantar, a sua escolha), costumam aparecer apostilas e livros dos professores para comprar. As apostilas costumam ser ótimos resumos para consultas posteriores.
- Entreguem-se aos exercícios. As grandes transformação e aprendizado da core se dão no corpo, no autoconhecimento, na autotransformação. Não economizem, não esperem a próxima oportunidade. Cada exercício é único e parece ir abrindo caminho para o seguinte. É forte e sutil. É mágico e lindo. Entreguem-se!
- Respeitem o sentimento e a experiência de todos. Inclusive, e talvez especialmente, a de vocês. Na medida do possível, não julguem. Não supervalorizem, nem diminuam. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". E ninguém é melhor ou pior que ninguém.
- Mantenham o eu-observador atento. Sempre! Por que eu tenho raiva daquela menina? Por que eu tenho medo daquele menino? Por que neste lanche eu quero ficar bem pertinho do grupo? Por que neste almoço eu gostaria de ter uma mesa só para mim? Por que aquele comentário do professor me deixou tão envergonhada? Por que este sonho maluco no meio disso tudo? São cinco dias de processo constante. Os exercícios são fundamentais, mas, ao meu ver, são só o impulso. Tudo pulsa, o tempo inteiro.

Parabéns pela escolha e a atitude de se autoconhecer tão profundamente.
Parabéns pelo desejo de ajudar outros neste caminho. Eu estou chegando neste segundo momento e percebo que ele estava comigo desde o início.
Parabéns por estarem verdadeiramente vivas!

Espero com o coração vibrando e os olhos cheios de lágrimas por nosso encontro amanhã.
Namastê.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Aprendendo com o mito de Quíron

"Uma das versões do mito de Quíron* conta que ele era um centauro - metade homem, metade cavalo - que se dedicava a curar os outros. Um dia foi atingido pela flecha de Hércules, que havia sido banhada no sangue de Hidra (e sendo, portanto, venenosa), e causou em Quíron uma ferida incurável. Assim, o curador ferido era capaz de encontrar cura para os outros, menos para si.
Isso significa que todos temos um pouco de Quíron em alguma área de nossa vida. E geralmente será nela que precisaremos de mais força para superar as dificuldades, apesar de termos essa capacidade de superação. Só precisamos aceitar que temos esta ferida e que ela caminhará conosco. Acolher a tristeza quando preciso, mas não deixar que ela defina quem somos. E isto não nos torna mais fracos, mas sim mais maduros e preparados para os obstáculos que possam surgir no caminho".
Para curadores.
Daqui.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sim, tem muito processo acontecendo

E ele está bem no corpo. Pouca formulação mental. Até uma tontura. Muita dor. Intensidade. Daqui a pouco eu volto para falar um pouco mais. Só queria dar um oi. E dizer que tem ajudado:

- alongamento;
- meditação;
- respiração stacatto;
- grounding;
- e muita troca de experiência com as amigas.

Entrei há pouco e curti

Terapia de criança.

Mais um ganho desses encontros que a vida nos prepara na esquinha...